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sábado, 26 de dezembro de 2009

Rota das Descobertas

No Sábado, em dia solarengo mas frio, eu, Sérgio "Fugas" e Pimenta "Saca Saca" fomos até Delães, fazer o percurso da Rota das Descobertas, trilho baseado na prova organizada pelo Clube BTT Joane.
Pedro "Trilhos" na balda e ainda à espera junto da chaminé lá em casa pela bike nova que lhe ficou de trazer o Pai Natal...

Resumindo: dia cheio de peripécias amigos, num percurso variado mas deveras acidentado devido ao mau tempo que se tem feito sentir,Drop Out do Fugas partido a meio do percurso - claro que nenhum de nós anda com um de reserva na mochila, o que me parece que está para acabar!- toca a fazer ligação directa e bora lá em Singlespeed que é pra aprenderes!
Seguiu-se um espalhanço aparatoso numa descida técnica do Saca Saca que foi de cabeça e bateu com as costelas numa pedra - não amigos, não se assustem, a Bike dele ficou intacta.... - o que nos levou mais tarde a ter que desviar do trilho original, para podermos também comer qualquer coisa pois a fome já era negra, e toca a fazer os últimos kms pela estrada nacional 310, direcção Riba D´ave e depois Delães, pois o caruncho e as rabanadas tavam a fazer o seu efeito e o Pimenta já pedia descanso ao corpo e às dores (tb não havia nenhum drop in para substituir o caruncho do atleta), totalizando mesmo assim 52 kms em todo o tipo de estrada e trilhos!

Apesar das contrariedades, mais um excelente passeio por estes trilhos de Portugal e que dá para manter a forma nesta quadra festiva.

Fotos deste Passeio



P.S. Notícia de Última hora: ida ao Hospital Militar do Porto por parte do Pimenta, o diagnóstico? uma costela fracturada e descanso prolongado.... As melhoras amigo!



Sousa "Trepador"

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A prenda para o meu Aniversário!

Olá, é só para relembrar que, como sabem, faço anos no próximo dia 25.

E sei que têm andado a massacrar a cabeça a pensar no que me vão oferecer, como tal venho-vos dar uma ajudinha, sobre daquilo que quero (e mereço) receber de prenda.

Cartões, email`s, e telefonemas a desejar Feliz Aniversário, obrigado, mas não vale a pena, já recebi suficientes o ano passado (e nos anteriores).

Aquilo que eu quero mesmo, é uma máquina nova, de preferência com suspensão total.
Como sei que vocês são meus amigos, (e podem juntar a prenda de aniversário à de Natal) obviamente, vão-ma oferecer.

Por isso, deixo, desde já aqui, o meu Obrigado pela bicicleta nova, vou gostar muito dela e vá-lá, despachem-se a entregar-ma pois quero ir experimentar a máquina para o monte.
Obrigado



FELIZ NATAL E




UM PRÓSPERO ANO NOVO




Pedro "Trilhos" Silva


P.S.: Tentar não custa...

sábado, 19 de dezembro de 2009

Descida do Sarrabulho!!!

Como estreante nestes passeios de BTT com o pessoal do Bike17Eco, tenho por “missão” fazer o relato deste espectacular passeio.
Já a mais de um ano que andava para pedalar com esta malta nos passeios “vadios”, finalmente tive oportunidade, uma folga compensatória a ultima da hora, e pronto esta combinado as 07H30 na casa do Trepador.
À hora marcada lá estava eu e o Trilhos 5 minutos depois.
Meus caros não tenho palavras para descrever o frio que fazia aquela hora… Enfim há quem chame a isto espírito do BTT eu chamo-lhe maluqueira. Biclas em cima do carro do Trepador e siga directos a Ponte de Lima, a estrada nacional que liga da Auto estrada ate Ponte de Lima estava ainda coberta de gelo, quase tivemos um acidente provocado por esse manto branco, felizmente foi apenas um susto…
Finalmente em Ponte de Lima com o sol a brilhar, mas meus amigos que frio estava, tudo pronto para pedalar, mas agora faltava encontrar o início do track GPS. GPS essa pequena maravilha da tecnologia, mas é preciso ter umas noções básicas dessa tecnologia (não é verdade Pedro “Trilhos”), cerca de 2 km a serpentear pelas ruas da Cidade à procura do início, que foi bom para aquecer, lá seguimos azimute pelo trilho.


Passados cerca de 10 km ainda só tínhamos pedalado em asfalto, já nos estava a preocupar. Já se punha em causa o track escolhido pelo Sousa “Trepador”, mas finalmente surgiu a entrada para os trilhos e que entrada, logo com uma das subidas mais difíceis do dia. Foi um passeio com um pouco de tudo, subidas bem durinhas e técnicas, zonas rolantes e descidas super técnicas que até os amantes do DH teriam alguma dificuldade em descer.

Foi sem dúvida um verdadeiro passeio de puro BTT, pois não faltou frio, gelo, água e lama, boa camaradagem e puro divertimento. Com certeza uma aventura a repetir o quanto antes com estes companheiros do pedal.

Deixo já aqui o desafio para fazer-mos um track lá para aquelas bandas de 100 km, mas só em horário de verão, por isso há muito tempo para treinar.

Bora lá…Se comeres muito bolo rei e rabanadas… ao menos pedala…

Filipe "Oledo" Moreira

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Serra da Freita

Desta vez os mancos do costume do BIKE17ECO, Eu, Pimenta “Saca Saca” e o representante de Ermesinde, Sérgio “Fugas”, infelizmente o outro representante da terra, o Trepador, não pode vir, fomos até à Serra da Freita , serra essa acerca da qual já muito tinha ouvido falar mas não conhecia.

Arranque já tardio mas mesmo assim ainda com um frio de rachar, lá arrancamos do Refúgio da Freita, para logo entrar num dos diversos trilhos cheios de água que serpenteiam aquelas montanhas, sempre a passar por diversas quedas de água e poder apreciar as espectaculares paisagens montanhosas e agrestes, que na voz de Guerra Junqueiro é: Terra ingrata onde a urze a custo desabrocha, bebendo o sol, comendo o pó e mordendo a rocha.

Chegados à primeira subida, não sem antes eu já andar a meter ar no pneu pois estava furado, olhei para os meus dois companheiros e pensei: - Bem, o Saca Saca com a sua máquina nova, põe-se já a andar e o Fugas vai atrás dele, eu vou ficar para trás… a tirar fotografias.
Pois, nada mais me iria surpreender do que ver o Fugas a fazer jus à alcunha e a fugir serra acima com o Saca Saca no seu encalço, eu claro fiquei para trás… a tirar fotografias, nessa parte não me enganei.

Na primeira chegada ao cume, troquei a câmara de ar, pois já estava novamente vazia (foi isso que me atrasou na subida), e seguimos viagem, por entre os Aerogeradores habituais e podemos verificar que tanto a flora como principalmente a geologia daquela região é muito própria e diferente do habitual chegando mesmo a entrar nos meandros do estranho, para os amantes de metassedimentos, Grauváquico ante-Ordovícico, Silúrico, granitóides, plutonitos, corneanas, pelíticas e tardi-hercínicas, parece que aquela serra é o paraíso.

Ainda na descida demos com a típica Aldeia do Cando, toda com telhados de lajetas de xisto, onde fomos amigavelmente recebidos pelo bobi da aldeia. E à saída encontramos no meio da estrada uma cobra, que deu para fazer o nosso momento discovery, com três morcões do Porto a tentar apanhar uma cobrinha de 30 cm.
Nesta altura estávamos a descer por estrada, quando o Saca Saca, mortinho por pôr a máquina nova a funcionar, queixou-se da meia dúzia de km´s que estávamos a fazer por estrada, quanto mais rápido ele falava, mais rápido eu lhe mostrava o trilho íngreme à esquerda que subia a serra até ao cume, onde íamos voltar.
Foi vê-lo a empurrar a Scott pelo trilho acima, (bem pelo menos de empurrão ficou bem testada).

Depois da 2.ª chegada ao cume, descemos por uns planaltos, também cheios de água, com bastante gado (tanto ovino como bobino) a pastar, passamos também por algumas ruínas, uma anta, (só eu é que a vi) e ainda por umas pontes, tudo com ar megalítico, até chegarmos ao ex-libris da região as Pedras Parideiras na aldeia da Castanheira, e logo em seguida ao miradouro para a cascata da Frecha da Mizarela.

Ora como isto ficava a escassos km`s do carro e o passeio por mim ainda estava longe de terminar, informei os meus companheiros que a minha ideia era descer até ao fundo da frecha, rezar para que exista ponte para atravessar o Rio Caima e subir do outro lado. Até aqui tudo bem o mal é que dava para ver do outro lado a estrada que eu queria subir e era toda a pique.
O Saca Saca, quis-se cortar “há e tal já é tarde e aquilo é muito a subir”, mas como somos democráticos e era Eu e o Fugas contra um, lá fomos. O mal é que o trilho para descer era tipo labirinto, e em cada entroncamento tínhamos que decidir, esquerda ou direita? E decidimos (eu) mal, duas vezes e ficamos sem saída. E lá teve que ser o Puro BTT, descer a serra aos tombos com as bikes de rastos, até chegar ao fundo da frecha, onde (felizmente) havia uma espécie de ponte (com carga máxima para 3 pessoas) que deu para atravessar para depois subir a “parede” do outro lado até ao topo, a pedalar poucos metros, o resto foi de empurrão.

Para mim uma zona a descobrir novamente, paisagens invulgares com bons trilhos e muito para descobrir, um dia a repetir com certeza.

Foram cerca de 40 km, com 1100mts de acumulado, não apanhamos chuva, mas acho que nunca pedalei tanto dentro de tanta água.





Pedro "Trilhos"




Download deste Trilho