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RPM versus Bolas de Berlim e Francesinhas

terça-feira, 31 de dezembro de 2013



** No dia de ontem, para acabar o ano em beleza e expulsar as rabanadas e bolos rei do organismo, fui experimentar uma aula de RPM, no ginásio UrbanFit (um ginásio com conceito low cost e com instalações de muito nível, basta pesquisar no Facebook a página oficial para mais pormenores), localizado em Ermesinde, ou seja, na terra das gajas boas! Confirma-se o dado anterior malta!

** O Fugas e a Sónia inscreveram-se na abertura, e desde então o Fugas faz treinos bi-diários, as máquinas nem lhe dão vazão, pelo que teve direito a levar (ENGANAR) um convidado para experimentar uma aula.
** E calhou-me a fava a mim... Tenho andado com a velocidade de treino em BTT parado, paradinho, pelo que, durante os 45 minutos de duração da aula, acompanhando a batida do ritmo musical, as subidas, as descidas e os sprints, garanto-vos que expulsei tudo o que tinha e o que não tinha, física e mentalmente. Mas valeu a pena, gostei do ambiente e do treino.
** No rescaldo do exercício, livre de amarras e envolto nos meus pensamentos mais puros e profundos, aqueles lá mesmo bem no fundo do ego, dei por mim a pensar na minha volta de bike habitual e purificadora até à mercearia Celeste, em Valadares, junto aos bombeiros, com o ritual de paragem obrigatória para ali abastecer a alma e o corpo de deliciosas bolas de berlim caseiras. Claro está que o Fugas era menino para fazer um hat-trick na sua estreia mas isso são outras conversas e outras estórias. Relembrei-me com saudade dos tempos em que o Pimenta não furava, mesmo que tenha ainda assim metido pneus tubeless, não resolvendo contudo a malapata e dos tempos em o Trilhos andava bem disposto, como é o seu apanágio.
** Enfim, com todo este exercício e saudosismo mencionados, acabou-se- nos por dar a fome e lá tivemos que ir ter uma conversa acesa com uma francesinha especial, no café Torres, especialidade da casa e que recomendo vivamente.
** Em abono da verdade e em última análise, o RPM não é assim tão puxado...

PS. Para uma entrada em grande no ano de 2014, deixo-vos o link da FCPUB, relativamente às alterações ao C.E, que entram em vigor no dia 1JAN, especificamente no que diz respeito aos velocípedes, de consulta obrigatória.

Bom ano por parte do Bike17Eco, com muita saúde e muitas pedaladas.

Sousa "Trepador"

IDA A FATIMA PELOS CAMINHOS

terça-feira, 26 de novembro de 2013



** A seita juntou-se para ir a Fátima em 2 dias pelos Caminhos de Santiago * (sentido inverso obviamente). * (Os Caminhos de Santiago originais, com origem no Sec.IX, não passavam pela Cova da Iria (Fátima), cujas aparições tiveram origem apenas em 1912).  
** A equipa compunha-se por 6 Peregrinos, tudo moços muito religiosos, imbuídos da sua fé:
Rui Silva (mentor do projecto); Pimenta “Saca Saca”Sousa “Trepador”Sérgio “Fugas”Manel “Xinateiro”Vidinha “furos”. Foram ainda mais 4 pecadores, só para passear: Pedro “Trilhos”Jorge Almeida; Ferreira na logística e o Salapismo, que embora não tenha sido convidado resolveu acompanhar-nos.
** Como numa peregrinação o objectivo é o caminho e não a chegada, o nosso caminho foi cheio de azares o que só contribuiu para a qualidade do mesmo.
Dia 1. 
** Logo de manhã cedo, junto à do Porto, vi logo que ia correr mal, pois o Jorge Almeida, que é da concorrência, apareceu e tivemos que o aturar, o que nos valeu é que o caruncho já não lhe perdoa e em Águeda, arranjou uma desculpa qualquer “Ah e tal um amigo meu vai passar aqui de carro e eu vou com ele.”
 Entretanto o Pimenta furou e o Vidinha também.
**Seguimos o Caminho de Santiago que se encontra, pelo menos na zona do Porto, bastante bem sinalizado,atravessando a Serra de Canelas.
E o Vidinha continuava a furar.
** O já merecido almoço foi arranjado pelo nosso profissional da logística, Ferreira, em que nos arranjou nem mais nem menos, do que uma cabidela caseira, Albergaria-a-Velha, no café "Bijou", com direito a acondicionar as bikes no quartel dos Bombeiros, já ali ao lado. Fomos recebidos á boa maneira portuguesa e do tacho rezam as crónicas que nem os ossos escaparam...
** Em Águeda, o carro da Logística parece que também não foi avisado que a viagem era grande e resolveu “meter parte doente” e regressar a casa também. O Rui Silva e o Ferreira lá se desenrascaram com o reboque, táxis e carrinhas emprestadas e deu para ir ter a Coimbra (final do 1º dia).
E O Vidinha não parava de encher pneus.
** Com estes problemas todos, chegamos a Coimbra já de noite, mas são e salvos, menos o Jorge Almeida, mas esse também era da concorrência… 
** Resultados do 1º dia:
- O Jorge Almeida regressou a casa;
- A viatura da logística também regressou a casa;
- Não sei se já disse mas o Vidinha e o Pimenta furaram outra vez;
- A Ponte em Lamas do Vouga ruiu (não fomos nós, a sério que não);
- O Pedro partiu 1 raio e O Manel partiu 2 Raios.


 Pedro "Trilhos" Silva.

2º dia e o “salapismo” continua…

** Após um sono reparador…, se é que é possível com tantos roncos, acordámos pelas 6h30, mais uma vez o Vidinha com um furo, sem andar!
** Carregamos baterias no pão quente “Doce Mel”, com um pequeno-almoço reforçado, lá fomos descendo até ao  Mondego, da ponte podia ver Coimbra a acordar, com o sol madrugador a espalhar a sua ténue luz sobre o casario deixando a Cabra, torre da Universidade. Coimbra como um farol dominando o promontório onde, de facto, morfologicamente se levanta. Mas para ter esta visão foi preciso subir bem, aliás foi sempre a subir, quase que saia o reforço da manhã.
** Ao fim de algum tempo chegámos às ruínas de Conímbriga, vá lá que não estava ninguém e não foi
preciso pagar para ver os nossos antepassados romanos.
** Estava tudo bem, até que um telefonema do motorista Ferreira, do carro da logística, alterou os planos, a sua esposa estava no hospital. O Manel levou-o ao Comboio a Coimbra e encontrou-se com a malta no Rabaçal, terra do bom queijo, que ninguém quis provar. 
** Bem, como ninguém queria conduzir o carro de apoio, combinamos deixar o carro na GNR de Ansião. Pelo caminho, a porta da carrinha abriu-se e as bikes quase saíram pela traseira, mas desconfio que foi por causa das moças de cor alternativa, que ganham a vida na berma da estrada, pois o Sousa,  parece que tinha um “furo” e as raparigas tinham ar de quem conseguia encher o pneu!
** Entretanto, o Manel seguiu pela nacional, pois tinha razão, com 60 anos talvez não venha mais a Fátima e pela estrada era mais cómodo para ele.
** O Sérgio Fugas partiu mais uma vez a corrente, mas ponderou se não terá sido da aletria que ingeriu, pois fica com a pedalada mais dura e parte tudo! Temos agradecer aos colegas da GNR de Ansião, foram inexcedíveis, trouxeram o almoço para todos prontificaram-se a guardar o carro de apoio. Mas não foi preciso pois o Pimenta já estava pelos poucos cabelos e preferiu conduzir o carro.
** Fomos marcando o nosso encontro em Freixianda, o que não estava fácil, pois a partir daquele local o
caminho começa a ser de mais difícil perceção, as marcas não estão visíveis ou com marcações enganosas obrigando a fazer uma grande subida com a bike pela mão para ter ao mesmo  caminho! Alguém andou a brincar com as setas azuis, pois as amarelas desapareceram.
** A faltar 10 km para o santuário, cerca das 18h20, optámos por ir pela estrada, isto porque as setas e o gps não estavam em consonância.
** Em S. Sebastião, nas imediações de Fátima, tínhamos de optar pela estrada N356 ou pela estrada de Alvega. Optamos pela última, mas foram 8 km sempre a subir (10%) de inclinação.
** A nossa aventura, pelos Caminhos de Santiago ou Fátima, terminou pelas 19h20 quando chegamos finalmente ao Santuário, ali sim tivemos a alegria de terminar e de encontrar Paz e descanso.
** Mais uma vez os colegas da GNR, do posto de Fátima foram excecionais, ali tivemos guarida para o carro de apoio e direito a um banho quentinho, pois o frio já se fazia sentir.
** Abalámos pelas 21h30, após ter pago as promessas, fomos aconchegar o estômago com um leitão na Mealhada, pois a alma já estava confortada, pelo objetivo alcançado.

** No fim de contas, o caminho é duro na chegada a Fátima, mas muito bonito na sua extensão.
Vale a pena faze-lo, pela sua beleza estética e intrínseca, pois o laços de amizade saem fortalecidos, apesar dos azares, ninguém se magoou e as avarias foram normais.



Rui Silva.


Fotos deste Passeio Fotos deste Passeio

TRILHOS DOS MOUROS - Circuito NGPS

quarta-feira, 20 de novembro de 2013





** Nascido em 2011, o conceito do Circuito NGPS  é e passo a citar " o de criar um conjunto de eventos/passeios de Btt, com razoável grau de dificuldade, com orientação exclusiva por GPS, em autonomia total, e de custos reduzidos quer na organização quer para os participantes. Uma das grandes metas atingidas terá sido o do convívio salutar e as novas amizades que entretanto se foram enraizando ao longo do ano. No segundo ano fomos ainda mais além, cobrindo uma área geográfica maior e com mais eventos. Para 2013 teremos 11 eventos, novos percursos e novos locais como a Serra da Freita, o Gerês, Guimarães e a Serra da Gralheira."
** Em 2013, 4 destes mafarricos participaram na 1ª etapa deste circuito, realizada na Serra da Freita, na estreia para a organização dos nossos amigos da Ecobike, evento que foi um estrondoso sucesso a todos os níveis.
** Desta vez, a 10ª e penúltima etapa realizava-se aqui pertinho de casa, por terras do Castelo da Maia e tinha como mentores o grupo BTT CaçaMouros. 
** Sendo assim, Eu, o Pimenta e o Sérgio resolvemos marcar presença para mais um excelente e duro dia de puro BTT, tendo-nos inscrito no percurso mais longo, com cerca de 70Kms. A alimetria não enganava os mais incautos e o percurso foi um autêntico rompe-pernas, num misto de estradas rurais, estradões, monte,
singletracks, caminhos de vacas, etc... havia para todos os gostos. 
**Algumas partes do percurso já tinham sido por nós desbravados em tempos, por exemplo o monte de S. Gens, a torre de vigia da Paradela junto à Trofa e onde passa o Caminho de Santiago, Vale do Pisão, Vilar de Luz e Sao Miguel o Anjo, outras foram autênticas boas supresas.    

Breve notas do dia
1º. Eu e o Sérgio fomos supreendidos logo de manhã pela nova mudança da bike do Pimenta, não é que o mafarrico me deu enfim ouvidos e meteu pneus tubeless! Já deixei foi de ter uma desculpa válida para descansar enquanto o rapaz remendava os seus 40 furos por trilho...
2º. Vários ilustres seguidores do Circuito e amigos aqui da malta se cruzaram connosco, 
cada um com o seu objetivo traçado para o dia, caso do sempre e eterno jovem Manuel Couto, o atleta de cariz internacional Tó-Jó, o paparazzi Domingos Moreira e o Henrique Santiago que já tinha planeado o assalto ao local de almoço 15 dias antes de certeza! 

3º. O Sérgio reviveu "boas sensações" ao passar novamente numa descida técnica, na qual uns meses antes e na minha companhia, "virou a barcaça" em modo câmara lenta e espatifou-se conjuntamente com o seu mega GPS Garmin. Eu sei, pergunto vocês como está o Gps, sofreu bastantes mazelas no écran e encontra-se ainda a recuperar...
4º. O Pimenta só veio fazer um treininho de 50 kms, em modo poupança, para no dia seguinte aí sim fazer-se representar ao mais alto nível, na Aguçadoura, Póvoa de Varzim, num passeio/convívio em homenagem ao mítico ciclista luso Rui Costa, pelo que, quando chegou á estrada que liga a Vilar de Luz- ainda sem furos!- e que conhece perfeitamente, meteu pés a caminho da meta... Se ele foi ou não no dia seguinte permanece um mistério!


5º. Em razão da sua idade avançada e de um já acentuado caruncho acumulado nos seus ossos, ressequidos pela brisa marítima da Afurada, o nosso grande amigo Jorge Almeida, ilustre Presidente da Ecobike, nem direito teve a um dorsal pois os riscos e possibilidades de este último encrencar o passeio eram demasiado elevados. Claro está que o "belhote" mal nos viu, teve que vir tirar uma foto com tão ilustres betetistas. Tentamos depistá-lo durante o resto do passeio, pelo menos até aos 50 kms, em vão amigos... Lá tive eu que ouvi-lo a desabafar das saudades profundas que já tinha das suas conversas profícuas com o Manuel "Xinateiro", dos problemas de falta de óleo nos joelhos, etc... Mas é sempre um prazer para nós.
** No fim de contas, mais um belo dia de convívio e de desporto, por terras lusas, enquadrados num conceito simples, de puro BTT, mas, é costume dizer-se que, muitas das vezes, as coisas simples são as que nos tornam mais felizes

Manuel "Trepador" Sousa.

PS. O dorsal do passeio dos 400 participantes, com uma faixa preta, fazia uma singela mas justa homenagem a um companheiro betetista, recentemente falecido, Tó Zé, do singular Grupo de BTT Kunalama ApdPortela, indefectíveis destas andanças. E, no dia seguinte, foi também noticiado a morte de outro companheiro betetista, Manuel Barreira, durante um passeio de BTT, em Mirandela, pelo que, em meu nome pessoal e de todo o pessoal do Bike17Eco, enviamos os nossos sinceros e sentidos pêsames aos familiares e aos amigos dos guerreiros falecidos.  

Fotos deste Passeio

ALGARISMO SOCIAL

terça-feira, 22 de outubro de 2013



* Algures não sei onde nem sei quando, no Ministério das Coisas Aéticas,
o manga-de-alpaca apresenta o seu relatório diário de pesquisa e informação.
ABERTURA DO RELATORIO
___03H15. A viúva reformada por invalidez n.º 110569 levantou-se de novo da cama a muito custo e tentou chegar à casa de banho. Sem sucesso, presume-se que o serviço tenha sido feito logo ali no corredor. É expectável a curto prazo que a n.º 110569 fine e que fiquemos sem a sua prestimosa contribuição para combater o estado moribundo deste país. Por outro lado, deixará de consumir os tão necessários custos que advêm da assistência social, nem tudo está perdido.   
___07H45. O professor n.º 00721 segue a sua rotina e lê o jornal no café habitual. Possivelmente em busca de empregos já que estes malandros “qualificados” não querem trabalho mas sim um emprego. Emigrar é que não pensa ele, o bandalho, para dar o seu contributo à nação. Entretanto ligou-lhe a sua esposa, a n.º 93654, a que se encontra a dar aulas em Vila Verde, Braga, a 650 kms de distância, e parece que para o ano é bem capaz de ter que lecionar para as ilhas. Dizem eles que é a paixão pelo ensino que os movem. Pois, pois, conhecer o país de lés-a-lés, do que se queixam eles?
___11H00. A filha de 20 anos da 789, a n.º 49, está a braços com uma grave depressão. Afirma não arranjar emprego, é-lhe penoso sobreviver à custa dos seus pais, sentimento esse que a envergonha. Já tentou o suicídio. O pior é a n.º 49 não poder criar nestas condições a sua filha de dois anos, a n.º 00036, deixando de momento esta tarefa à sua mãe. A depressiva aufere uma pensão de RSI de cerca de 250 euros. Consta-se que ainda teve a lata de solicitar mais apoios a diversos organismos para além do que já lhe é encarecidamente distribuído.


___15H33. A n.º 589362 proclama que, desde que contraiu cancro no útero, e na sua atual situação de desempregada precária, sem quaisquer rendimentos para lutar pelo dia-a-dia dos seus dois filhos menores, os n.ºs 45 e 46, não tem obtido as necessárias e prementes respostas junto das autoridades competentes. Se bem que ciente que não deveria ter contraído involuntariamente tal doença, contribuindo deste modo para agravar o já paupérrimo buraco no Serviço Nacional de Saúde, acha de elementar justiça obter as respostas adequadas para a sua situação. Temos de seguir o caso com cuidado pois a n.º 589362 bufou para a Comunicação Social a sua estória e o assunto requer especial atenção.
___ 19H15. O polícia de giro, o n.º 2014 saiu do seu serviço. Cabisbaixo e pensativo. Consta-se que seu o turno não foi hoje o mais agradável: foi a uma situação de violação de menor. Operacional há já 20 anos, ouviu dizer que o seu corpo, ressequido pela intempérie, marcado por anos de violência e a pedir o merecido e prometido descanso, ainda terá longos anos de paralelo pela frente. A sua crescente contribuição salarial será para o bem da Europa, do seu país e das Finanças Públicas disseram-lhe. De que se queixa ele afinal, com todas as suas mordomias adquiridas? Não é ele mais um perverso e preguiçoso Funcionário Público, responsável por esta crise?
___ 22H53. A n.º 154 e o seu marido, o 155, antigos comerciantes, tentam passar despercebidos na fila da sopa dos pobres. A fila já vai longa e ter uma criança ao colo, a n.º 0027, a sua filha no caso em apreço, não é garantia de quaisquer compaixões. Muitas caras conhecidas, muitas caras novas, sobretudo muitas caras esmagadas e envergonhadas. A presidente da Associação, a n.º 453678, fez questão de salientar que não conseguirão dar respostas a todos os pedidos. Entretanto um Desconhecido soltou um "Viva a Solidariedade", elemento claramente perturbador e potencialmente explosivo. Recomenda-se um reforço da apertada vigilância nestes estranhos locais de convívio.
FECHO DO RELATÓRIO.

Alguns anexos que constam na citada diligência... 

Manuel Sousa

O SANTUÁRIO DE FÁTIMA AOS OLHOS DE UMA CRIANÇA.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013



* Tinha EU mais ou menos 2 anos de idade quando fui com os meus avós maternos ao SANTUÁRIO DE FÁTIMA
* Dessa minha viagem não guardo memória alguma infelizmente.
* Olho agora distante para aquela criança inocente e irrequieta, reparo na mão da sua avó a segurá-lo (para não estragar o esforço do fotógrafo provavelmente), perscruto a figura imponente do seu avô e invade-me profundamente a famigerada saudade.
* Confidencio-vos, foi a primeira e única vez, destes já meus alguns longos anos, que visitei o Santuário. Não voltei a sentir o seu apelo nestes anos todos. Por nenhuma razão em particular. Por todas as razões. Segui simplesmente o meu caminho. E ele não passava por ali.
* Entretanto, a Criança tornou-se num Adolescente. E o Adolescente tornou-se num Homem.
* Até que decorrido o ano de 2013, pleno século XXI, esse Homem resolveu cruzar finalmente o seu caminho com a Nossa Senhora. Inesperadamente, na época estival, fez por lá uma breve passagem, quando se encontrava em trânsito para Sul, e sentiu-se desde logo tocado pela envolvência e paz daquele local, não se quis despedir, antes sim reiterou um até breve.
* Quis cumprir a promessa feita e resolveu aceitar o convite dos amigos do BIK17ECO para realizar uma Peregrinação a Fátima, de bicicleta, no dia 11 e 12 Outubro, isto em duas etapas (Porto - Coimbra/ Coimbra - Fátima), pelos caminhos de Fátima e Santiago.

* Decorridos todos estes anos, o Homem acabou por chegar à conclusão de que, contas feitas, dali nunca se tinha ido realmente embora pois aquela CRIANÇA irrequieta e os seus antepassados afinal sempre o acompanharam pela sua vida fora...

Manuel Sousa.

BTT em Souselo, Cinfães. Bike17Eco nos 20Kms e nos 35 Kms!!!

domingo, 22 de setembro de 2013



1. A crónica da prova dos 20 Kms.
** Quando surge a ocasião de cravar o dentito no porco, o Bike17eco diz sempre PRESENTE e assim, mais uma vez aconteceu.
** Por terras de Souselo, a convite do mui nobre representante de terras vizinhas, na pessoa do Rodrigues e do fantástico grupo desportivo local Associação Duelo D´Ocasiao, lá fomos nós, bikeiros e caminhantes, logo pelas 07H30 da manhã.
** A comitiva velocipédica do Bike17Eco fez-se representar pelo Trepador (Sousa), Saca Saca (Pimenta) , Bernardo (não o Tapie) , pelos ninjas Feiteira e carunchoso (Mouteira), Monteiro e Herdeiro e pelas caminhantes Filomena e Luísa.


** Após uma bela exibição de dança, a cargo das meninas, lá partiram os diversos ciclistas, sendo que a ambição de uns era equivalente à fome de outros. A atacar os 35KMS, de puro BTT, lá foram o Trepador e Saca Saca, que pelas suas fisionomias finais, pareceram ter sido esventrados pelo caminho, por algum mafarrico que os emboscou. No ataque aos 20 KMS, os mais sensatos e idosos, na pessoa do ninja Feiteira, de mim próprio, do Bernardo, Monteiro e herdeiro, a etapa foi mais de comer e beber do que pensar em altos voos classificativos, já que o calor e as subidas do inferno, pareciam não ter fim. No que toca às caminhantes, estas, foi mais dar ao serrote do que propriamente andar, até porque a Luísa dizia que as saudades do seu pópó eram mais que muitas.

** Por fim e após largas horas de puro BTT, lá surgiu o porco no espeto, como uma dádiva dos céus,  a julgar pela cara do Bernardo, que era de pura satisfação.
** Mais música, sorteios e animação com a consagração dos vencedores e regresso à labuta que a troika não facilita.

** Uma palavra muito especial de agradecimento a todos aqueles que de uma forma ou de outra, colaboraram na realização deste evento, pela forma magnífica com que receberam, acolheram e saudaram os presentes, sendo de realçar a simpatia de todos aqueles que se encontravam nos postos de abastecimento, cabendo, claro está, uma palavra especial ao amigo RODRIGUES, que não se esqueceu dos seus amigos do Bike17Eco.
** Para o ano seremos com certeza mais numerosos e a boa disposição será a nossa vitória.

João Mouteira


2. A Crónica da prova dos QUASE 35 KMS.
** Podia eu ter ficado em casa a dormir até mais tarde?
** Claro que podia mas não fiquei. Em vez disso, fui até SouseloCinfães (terra do nosso colega Rodrigues de Cedofeita) para ficar com um empeno daqueles que não lembra a ninguém.
** Mais uma vez o ponto de encontro do pessoal foi na 17.ª e desta vez não me atrasei (boa!).
Para este passeio compareceram vários “xouriços”, nomeadamente, o carunchoso do Mouteira, a sua esposa (Filomena), um amigo e uma amiga do casal Mouteira (Feiteira e Luísa), o Bernardo, o Trepador e ainda o Açucena e seu filhote.
** Eu e o Trepador escolhemos fazer o percurso de 35 Kms, enquanto que o resto do pessoal, com excepção das duas senhoras (que fizeram a caminhada), escolheram o percurso de 20 Kms (eles é que foram espertos!!!).

** Já em Souselo e devido ao facto de muitos participantes ainda terem que fazer o levantamento dos dorsais, o passeio começou um pouco mais tarde que a hora prevista, o que veio também a não ajudar em nada a minha prestação, pois o calor começava a apertar. Com tanto caruncho acumulado e com tanto calor que se fazia sentir, acabei por sofrer bastante para conseguir chegar até ao fim.
** Em relação ao percurso, achei que o mesmo não devia começar com tanta subida, pois a mim, custa-me sempre muito, começar logo a subir “paredes” sem estar com os músculos das pernas quentes.
** Achei também que em muitas zonas, principalmente nas subidas, o terreno era um bocado agreste, não permitindo fazê-lo em cima da bicla, o que provocou ainda mais desgaste físico (estou eu aqui a lamentar-me! Treina mais que assim já não custa tanto!).
** Em termos de “single tracks”, havia vários, sendo que alguns deles exigiam um pouco mais de técnica mas, no entanto, foram bastante agradáveis de se fazerem.
** Como em quase todos os passeios acontece, tem que haver alguém que tenha uma avaria e desta vez, tinha que ser eu a atrasar tudo com mais um furo (não pões tubeless, é o que dá!).
** De salientar também que, o “xouriço mor” (Trepador), mais uma vez, numa descida, andou a atirar-se para o “tapete” mas sem sofrer consequências para a sua integridade física.
** No fim, o empeno era tanto que, quase não tinha forças para tomar banho e comer o porco.
** Apesar disso, é sempre um prazer juntar-me aos “xouriços” para convivermos e afastarmo-nos um pouco da rotina do dia-a-dia!
Um abraço!
Saca Saca

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